Mosteiro São Bento

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O Mosteiro de São Bento é um passeio bem bacana para fazer domingo de manhã.

Para quem não sabe ele tem mais de 400 anos e foi construído em um local que era a taba do cacique Tibiricá. Hoje já está na quarta construção onde foram instalados o relógio (o mais preciso de São Paulo, segundo o site oficial) e os sinos, que tocam religiosamente de 15 em 15 minutos.

O Mosteiro segue a regra de São Bento com o lema “ora e trabalha” sendo que os monges que vivem lá tb são adeptos à leitura e têm uma biblioteca própria com acervo formado desde o século XVI. O dia começa às 5h da manhã e é dividido em 3 partes: 8 horas para o trabalho, 8 para as orações e 8 para o sono. O Mosteiro recebeu e hospedou o Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil.

Aos domingos, a missa com o canto gregoriano começa às 10h da manhã mas é melhor chegar um pouco antes porque a igreja fica bem cheia. A igreja é linda, a missa vai até 11:30h e quando ela acaba (e só quando acaba) é que abre a padaria. Sendo assim, quando ela está acabando já começa a formar uma fila no fundo à esquerda e uma pequena porta se abre para acesso aos pães, bolos e biscoitos. O pagamento tem que ser feito em dinheiro, os produtos são caros mas muito gostosos. O pão de mel com geleia de damasco Benedictus é de comer rezando!!!

Se vc fizer a programação com antecedência pode comprar o convite para os brunchs quinzenais que acontecem após a missa e são sempre acompanhados de um evento cultural. Participar do brunch é a única maneira de conhecer parcialmente o Mosteiro por dentro em uma visita guiada que tb passa pelo Colégio e pela Faculdade São Bento. O brunch custa R$ 170/pessoa e oferece pratos preparados pelos próprios monges e por buffets renomados da cidade.

Nos outros dias da semana, há alguns cursos gratuitos na faculdade relacionados à Sagrada Escritura e ao Canto Gregoriano.

A igreja tb realiza casamentos aos sábados à noite com algumas regras pré-estabelecidas com relação às músicas, que precisam tem caráter sacro e aprovadas pelos organizadores, ao número de padrinhos (4 de cada lado), ao horário de término (se a noiva atrasar a cerimônia precisa ser encurtada) e aos cumprimentos (que não podem ocorrer na própria igreja).

E como curiosidade: se vc quiser virar monge precisa ser do sexo masculino, ter no mínimo 18 anos, ser solteiro ou viúvo sem compromissos afetivos, segundo grau completo com disponibilidade para os estudos, não podendo ser arrimo de família, boa saúde física e mental e principalmente vontade de viver desta maneira. O período “experimental” dura 3 anos, com frequentes renovações dos votos e após este período o rapaz pode deixar o mosteiro sem qualquer vínculo ou optar por consagrar-se definitivamente à vida monástica.

Para quem não é de São Paulo e quer fazer um tour guiado, acesse a página da Concierge Car, que disponibiliza motoristas bilíngues para turistas de idioma inglês, francês, alemão, italiano e espanhol. É possível visitar tb o Pátio do Colégio, o Café Girondino, o Bar Salve Jorge e outros pontos de visitação no centro da cidade.

E vamos aos números

E o mês de janeiro acabou. Mês das chuvas, do calor infernal com média de 31,8ºC (o mês mais quente dos últimos anos), dos incêndios aos ônibus (como pode, meu Deus do céu!!!), troca-troca de ministros e BBB14 (como pode, meu Deus do céu!!!).
Ontem acabou janeiro e a estação de metrô Adolfo Pinheiro não será inaugurada hoje como estava previsto. Foram 5 anos para construir 1,2km e ela não está pronta. Vou repetir:  5 anos para construir míseros 1,2km. Como pode?
Acabou janeiro e Delúbio arrecadou 1 milhão de reais. Pagou a sua multa, sobrou dinheiro e ri da nossa cara. Como podemos ser tão trouxas?
Mas janeiro acabou em grande estilo com o beijo gay na novela!!!
E em janeiro percorri mais de 500km, cuidadosamente anotados, sendo que em 73% deste montante eu não usei meu carro. Olha só: táxi, ônibus, a pé e principalmente carona, mas o fato é que só usei o carro algumas vezes para distâncias mais longas, sair à noite, etc.
Nas minhas caminhadas percorri quase 60km, o que é pouco, porque dá uma média de 2km por dia. Esta distância deve dar em média 2.500 passos diários, que ainda é ¼ do recomendado pelos médicos, mas para quem não tirava a bunda do assento do carro, considero um ótimo começo.
Veja bem, se cada um economizar 73% o uso do carro teremos menos emissão de CO2, menos poluição. Benefício para o planeta.
E 60km são 6.000 calorias perdidas. Benefício para mim.
E chegou fevereiro.

E as aulas voltaram!!!

Quando meus filhos adolescentes entraram em férias no ano passado depois de tantas provas, algumas recuperações e muito cansaço, eu fiquei aliviada porque eles iam descansar, se divertir, jogar vídeogame, etc. No entanto, todo ano é a mesma coisa, quando as aulas recomeçam fico ainda mais aliviada, porque na minha opinião não há nada melhor que ter a mente ocupada. Obviamente eles discordam, odeiam levantar às 5:30h da manhã e queriam o ócio como estilo de vida, mas o fato é que acabou-se o que era doce.

E todos me perguntam porque eles levantam tão cedo se as aulas só começam às 7:10h e nós moramos relativamente perto da escola. Pois bem, é ele, o trânsito, que cada vez faz acordarmos mais cedo para conseguirmos chegar no horário. Nos primeiros anos que eles estudavam neste colégio o horário de pular da cama era 6:20h e os anos foram passando e hoje é necessário acordar quase uma hora mais cedo para fazer o mesmo trajeto.

Mas isto não é o pior, o mais complicado do trânsito nos arredores da escola é conviver com a falta de educação dos adultos. São os espertinhos que cortam a fila de carros, estacionam em local proibido, buzinam sem parar se o carro da frente está demorando, gesticulam e xingam por quase nada. É lógico que não é a maioria, mas se a melhor maneira de educar é pelo exemplo, estamos realmente perdidos com os jovens do amanhã. Eu fico particularmente surpreendida com quem buzina e xinga dentro da escola das crianças ou dentro do condomínio onde mora porque estão passando uma mensagem horrorosa para o seu vizinho, para o pai do amigo do filho, enfim, para pessoas do próprio convívio. É muito pior do que xingar um desconhecido no trânsito. E não pára por aí: já fui em muitas reuniões de mães onde a falta de bom senso impera totalmente e uma mãe levanta a mão para falar das qualidades do filho e consome todo o tempo da reunião; já fui em jogos de futebol onde os pais brigam (de porrada mesmo) entre si por causa do placar; já fui em apresentações escolares onde os pais e mães se engalfinham e dão cotoveladas para pegar o melhor lugar para fotografar e já vi pais gritando com professores e funcionários da escola. Pois é.

É claro que gostaríamos de contar as gracinhas do filho na reunião de pais, é claro que queremos morrer quando nosso garoto perde o jogo de futebol, sonhamos com o dia em que a criança vai se apresentar bonitinha na festa de final de ano e questionamos o comportamento de alguns professores. Mas viver em sociedade é colocar o interesse coletivo na frente do interesse individual. E ponto final.

 

Sobre duas rodas

Em janeiro já testei duas alternativas ao uso excessivo do automóvel: a caminhada (a mais fácil e adequada para distâncias menores) e o ônibus. Nesta semana vou usar também o trem da CPTM e continuar com alguns agendamentos pela Concierge Car (pessoal, curtam esta página, o transporte agendado tem atendimento diferenciado). No entanto, a bicicleta tem sido o meio de transporte mais comentado nos últimos tempos, tanto pela expansão e maior utilização das ciclovias, tanto pelos acidentes com ciclistas pela cidade. Há aqueles que são da opinião que calçadas são para pedestres, ruas para carros e ciclovias para bicicletas (e que seria bom que houvesse um local adequado para as motocicletas) sem convivência mútua ou inclusão. Outros defendem a ideia de que se nós formos aguardar que existam ciclovias suficientes para deslocamento em toda a cidade isto nunca vai ser possível e então o ciclista tem que ser respeitado no trânsito junto aos carros possibilitando uma convivência pacífica entre as “tribos” dos meios de locomoção nas grandes cidades.

Mas de qualquer forma, para pensar em deslocamento nas ciclovias, em primeiro lugar eu precisava saber se eu ainda sei andar de bicicleta. Pois bem, fui testar este final de semana com uma bicicleta que estava encostada aqui em casa. Na verdade meu teste transformou-se em um evento e toda a família (inclusive meus pais) foi provar que sabia andar com a magrela. Na verdade descobrimos também quais os integrantes da família que não sabem andar de bicicleta, mas obviamente nomes não serão revelados.

Realmente pude constatar que é uma prática que a gente não esquece. Fui pesquisar e o fato de não esquecer como fazer algumas coisas (datilografia, dançar tango, andar de bicicleta, nadar, dirigir) é devido à nossa memória para o aprendizado de habilidades motoras. Mesmo que ficamos um tempo sem praticar, nunca esquecemos. Comprovado: sei andar de bicicleta sim e fiz alguns percursos no final de semana lá no interior. Falta um pouco de fôlego e falta também um capacete, que vou logo comprar já que sei que vai chegar o dia em que vou cair.

 E mais uma informação importante: o Código Nacional de Trânsito diz que as bicicletas devem circular no mesmo sentido que os carros e têm preferência sobre eles. A regra parece clara com relação à preferência: pedestres têm prioridade sobre ciclistas e ciclistas têm prioridade sobre outros veículos maiores.

Bem, por enquanto não tenho coragem de andar no meio dos carros, não acho prudente e no meu entendimento não vale a pena, mas certamente a bike entra a partir de agora nas minhas opções de lazer e atividade física.

(I)Mobilidade Urbana Sustentável

Li um artigo muito interessante no site da empresa Ideia Sustentável (uma consultoria especializada em estratégia e inteligência em sustentabilidade) chamado “Cidades paradas, empresas lentas”. O artigo fala do custo que a (i)mobilidade urbana acarreta para as empresas e quais os caminhos que elas estão seguindo para reverter esta situação.
Não dá mais para negar que os problemas relacionados ao deslocamento da população para o trabalho nas grandes cidades têm impactos sobre a produtividade das empresas. Chegar ao trabalho depois de horas no trânsito certamente faz com que os profissionais já tenham desperdiçado parte de sua energia ao invés de aplicá-la no desempenho das tarefas. Agora que estou fazendo alguns dias de home office isto é muito claro pra mim, porque eu começo a trabalhar quando minha capacidade de concentração ainda está bastante aguçada e isto reflete na produtividade. Sei que isto tb está relacionado ao fato de que eu gosto de acordar cedo e funciono melhor pela manhã, mas aplicando o raciocínio para alguém que precisa dormir até mais tarde, este profissional vai ter problemas ao final do dia quando está no seu período mais produtivo mas precisa sair do trabalho em um determinado horário porque ainda tem que enfrentar algumas horas no trânsito para chegar em casa. Isto sem falar na ideia já muito repetitiva dos elevados índices de poluição ocasionados pelo grande tráfego de carro nas cidades.
Desta forma, a situação chegou a um ponto em que as empresas começam a comprar esta briga , já que não há soluções a curto prazo que possam vir dos órgãos governamentais. Da mesma forma que as ONGs se espalharam pelo país tentando suprir as necessidades de saúde e educação da população já que não dá mais para esperar do poder público, as empresas vão ter que começar a agir por conta própria para diminuir os prejuízos que o trânsito acarreta sobre elas mesmas (improdutividade, altos custos de estacionamento, etc.).
Há muitas formas de fazer isto:
– estímulos a caronas entre colegas de trabalho, dando benefícios para aquele que oferece a carona a alguém, como por exemplo, um subsídio no valor do estacionamento. Veja que não vale só pedir para que as pessoas peguem carona, tem que dar algum estímulo adicional para que esta prática prevaleça;
– implantação de horários alternativos de entrada e saída, de forma a evitar os picos de congestionamento;
– implantação de vestiários que possibilitem que os profissionais tomem banho ao chegar ao trabalho, já que para ir andando ou de ônibus em um dia quente de verão é necessário ter uma alternativa confortável antes de iniciar o expediente;
– implantação de bicicletários para possibilitar a alternativa do deslocamento de bicicletas;
– subsídio integral do vale transporte (não descontando o percentual do profissional);
– garantia de acesso rápido para casa em caso de emergência (guaranteed ride home). Um dos benefícios de ir trabalhar de carro é poder sair a qualquer momento de forma rápida caso ocorra alguma emergência ou mesmo quando é necessário trabalhar até mais tarde. É então imprescindível que as empresas tenham um programa de GRH para dar segurança aos seus profissionais;
– escolha de locais de trabalho que possibilitem algumas facilidades (bancos, lavanderias, etc.) próximas, de forma que não seja necessária a utilização do carro na hora do almoço;
– utilização de espaços ociosos que possibilitem academia ou cursos no próprio local de trabalho, fugindo dos picos de congestionamento;
– utilização de parcerias com companhias de táxi, de transporte executivo (com motorista) ou de car sharing (aluguel de carros por algumas horas).
Em algumas cidades dos EUA os governos locais exigem que as grandes empresas tenham um plano de mobilidade para seus profissionais, até mesmo impedindo a construção de muitas vagas de estacionamento.
Enfim, algo para se pensar, já que ainda não temos soluções mágicas e rápidas para a mobilidade das grandes cidades. Pelo jeito ainda vai demorar a que tenhamos um transporte público adequado, expansão de redes de trem e metrô, ciclovias adequadas, construção de teleféricos (como o Teleférico de Medelin!!!) ou qualquer outra ideia que possa alavancar melhorias a curto prazo.

10.000 passos por dia

Sem dúvida a caminhada é uma ótima maneira de dar adeus ao sedentarismo. Porém o fato de eu começar a bater canelas por aí não faz ainda com que eu possa me considerar uma ex-sedentária. A tal teoria japonesa diz que é preciso andar 10.000 passos em um dia para ser considerada uma pessoa ativa. Bem, eu não tenho aquele aparelhinho para medir a quantidade de passos, mas 10.000 passos parece ser equivalente a caminhar 8km por dia. Com certeza ainda não cheguei lá, na verdade apenas um único dia neste ano eu andei esta distância. É claro que se não dá para andar esta quantidade toda de passos, é possível correr, andar de bicicleta, fazer aula de ginástica, etc. mas definitivamente eu quero colocar pelo menos 1h de movimento na minha rotina diária. Ou seja, todo dia.

No início desta semana acompanhei meu pai em uma consulta no oncologista e o médico foi taxativo: agora o remédio é fazer atividade física, pelo menos 30 minutos por dia, todos os dias. No momento a atividade física vai trazer mais benefícios para o meu pai que qualquer quimioterapia. Parece muito óbvio: recuperar a capacidade respiratória ocasionada pela radioterapia e recuperar a massa muscular destruída pela quimioterapia.  Não há remédio no mundo capaz de trazer estes benefícios. Todo dia, sem feriado.

Alguns benefícios da caminhada na rua são perceptíveis:

– uma sensação “keep walking” – no trânsito muitas vezes a sensação é de que se está parado no mesmo lugar e caminhar dá a sensação de estar produzindo;

– a tal da “endorfina” – é, não há esta sensação de bem estar dentro do carro;

– “vista verde” – é, ficar mais perto das árvores dá uma sensação de respirar melhor;

– está ao “alcance da mão (ou dos pés)” – não é necessário pensar em ir para a academia (pensamento que já viria acompanhado da preguiça…vejam este link do Drauzio Varella), ao inserir a caminhada no cotidiano, quando vejo já estou indo.

Algumas regras que procuro seguir:

– usar protetor solar;

– usar sapato confortável (só tênis e sapatilhas da Usaflex)

– prestar atenção nos carros e andar na contramão deles;

– ter dinheiro à mão – se chover dá pra pegar um táxi ou ônibus;

– andar com telefone celular e RG – vai que rola uma emergência.

E há outros benefícios que não dá pra sentir agora mas que espero que meu corpo perceba e lembre-se disto quando eu ficar mais velha:

– melhorar a circulação sanguínea;

– melhorar a capacidade respiratória;

– combater a osteoporose;

– emagrecer (ah, eu espero que meu organismo esteja prestando bastante atenção a este texto) – apesar de que é preciso tomar cuidado para não compensar as calorias perdidas em uma boa caminhada comendo mais, porque senão não adianta nada.

Bom, rumo aos 10.000 passos por dia. Só espero que nenhum destes passos me leve a uma lanchonete ou até a geladeira…

Andei de ônibus!!!

Tenho algumas lembranças da época em que eu andava de ônibus (pelas minhas contas faz mais de quinze anos que isto não acontece): um cobrador que tinha a unha do dedinho mínimo enorme, uma vez que eu dormi e passei longe do ponto em que deveria descer e não tinha dinheiro pra pegar outro ônibus pra voltar e também quando eu estava grávida e entrava no ônibus com meu barrigão e os rapazes fingiam estar dormindo para não ceder o lugar.

De lá pra cá só usei o carro e também tenho algumas lembranças pouco agradáveis: já fiquei sem gasolina sozinha no meio da estrada, já dirigi em dias de temporal, já tive pneu furado à noite, mas certamente nada se compara ao trânsito. Ah, quantas horas de trânsito!!!  Já passei diversas vezes pelo desespero de ficar horas e horas no carro sem conseguir sair do lugar – o expediente da escola dos filhos acabando, o compromisso começando, o semáforo abrindo e fechando …acho que todos que moram em São Paulo sabem exatamente o que é isto.

Não tenho lembranças de tanto trânsito na época em que usava o transporte público, provavelmente porque São Paulo tinha alguns milhões de automóveis a menos do que atualmente.

Desde a semana passada estou ensaiando para pegar ônibus novamente, mas ainda não tinha tido coragem. É, acho que eu estava com medo. Medo de quê? De assalto? Sim, mas andando de carro ou a pé não tem perigo também? De um maluco incendiar o ônibus? Sim, mas os malucos incendeiam até mendigos e os malucos do trânsito são às vezes mais assustadores. De pegar um ônibus errado e ficar perdida por 25 anos igual à mulher do noticiário? Fala sério.

E além de um pouco de medo, estava com algumas preocupações de ordem prática: Por qual porta eu entro no ônibus, pela da frente? Bem, é só observar como as pessoas fazem. E se meu celular tocar quando eu estiver lá dentro? Bem, é só colocar no modo silencioso. Celular caro pode chamar a atenção? Bem, só se o ladrão souber a diferença entre um iPhone e um HiPhone. E a principal preocupação: Qual ônibus pegar? Internet, sempre internet. Há inclusive o próprio Google Maps do iPhone que mostra os itinerários.

Bem, medos e preocupações superados e lá fui eu pegar um ônibus hoje voltando do trabalho. Vinte minutos no ponto e lá vem ele. Entrei, paguei os R$ 3, afinal não tenho ainda o cartão do bilhete único e lá fiquei sacolejando (sentada) por uns 20 minutos. Nenhum ladrão, nenhuma chama, apenas o silêncio cansado de trabalhadores voltando pra casa depois de suar a camisa para garantir o leite das crianças. Aliás, achei muito silencioso, deveria ser mais animado antes do decreto que proíbe ouvir música sem fone de ouvido dentro de qualquer transporte coletivo em São Paulo. Absolutamente cotidiano. Totalmente indolor. Não muito inodoro, diga-se de passagem.

Ah, só para finalizar: “andar de ônibus” é uma expressão correta da língua portuguesa porque o verbo andar tem o sentido de “locomover-se”. Eu tinha ficado na dúvida e fui pesquisar.